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Pobreza de Espírito

As pessoas de hoje não se detém mais na contemplação de um problema. Querem respostas prontas, imediatas. De preferência mastigadas, para que elas não tenham de meditar a respeito, apenas passar adiante, repetir.

Absorva o que é útil, descarte o que não é, adicione o que é exclusivamente seu (Bruce Lee)

Querem Guias, Mestres que decifrem os segredos da vida para elas, em troca da submissão às suas idéias. Querem que ele seja amoroso e compreensível com seus vícios, condutas e pensamentos, buscando ajustar o caminho à sua carroça, e não a carroça ao caminho.


Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram. Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores (Mat 7:13-15)

Querem evolução espiritual da mesma forma como querem receber as chamadas de um celular: rápida, de preferência em qualquer lugar, em qualquer momento, da forma mais cômoda.

O Homem é um aprendiz, a dor é o seu mestre (Alfred de Musset; poeta francês)

Queima a ponte que acabaste de atravessar. Para quem não pode recuar só resta avançar. Até o rato quando encurralado ataca o gato (Masaharu Taniguchi)

Mesmo os estudantes aplicados podem cair na cilada de, ao ver alguém com palavras bonitas e erudição apontando o caminho que também é o dele, tomar esse alguém como um Mestre, segui-lo em sua carroça e esquecer de trilhar o caminho com as próprias pernas.

Os homens precisam de um modelo para suas vidas, gostam de ser guiados; não gostam de dirigir. O homem que fica na encruzilhada dos caminhos e aponta as sendas, sem ele próprio percorrê-las, é um apontador. Um marco de madeira pode fazer o mesmo. O Mestre percorre o caminho. A cada passo deixa sua pegada claramente estampada para que todos possam vê-la e ter certeza de que ele, o Mestre, passou por ali (Jesus; Evangelho Aquariano)

O eu é o mestre do eu; que outro mestre poderia existir? Puro ou impuro, cada um o é por si mesmo; ninguém pode purificar outrem. Sede vós mesmos vossa bandeira e vosso próprio refúgio. Não vos confiei a nenhum refúgio exterior a vós. Apegai-vos fortemente à verdade. Que ela seja vossa bandeira e vosso refúgio. Aqueles que assim o fizerem atingirão a meta suprema (Siddhartha Gautama, o Buda)

Assim, as pessoas se decepcionam, se frustram, e o sofrimento os seguem como a carroça segue o boi subjugado. Atribuem a falha ao Mestre, ao sistema, às pessoas ao seu redor, nunca a elas mesmas, esquecendo que é delas a origem de suas escolhas.

Fácil é sempre ver as faltas alheias, difícil é ver as próprias. Espalhamos as faltas alheias como a palha do trigo ao vento, mas as nossas, ao contrário, as dissimulamos, como, no jogo, um astuto trapaceiro dissimula sua fraude (Buda; Dhammapada, verso 252)

Só é frustrado aquele que espera alguma coisa da vida ou das outras pessoas. Quem nada espera, de nada pode reclamar (Henry Galsky)

O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude, e o realista ajusta as velas (Willian George Ward)

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