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Evolução

Atualizado: 30 de abr. de 2022




Evolução Por: Colorado Teus

O que é a Vida? O que viemos fazer em vida? Para onde iremos após a Vida? Independente de quais sejam suas repostas para essas perguntas, sua vida é completamente influenciada por elas. Cada ato, pensamento e desejo, antes de chegar até nossa consciência, é filtrado pelo que acreditamos no íntimo que sejam as respostas para essas perguntas.

(obs.: minha intenção era postar apenas a lista que está no final deste texto, porém, ficaria meio ‘sem pé nem cabeça’ falar que não concordo com algo sem fundamentar falando sobre o que concordo, pois a simples discórdia tirando a minha opinião da reta poderia ser interpretada como mero ataque a quem vestisse a carapuça, porém, essa não é minha intenção. Então, esse texto, por falar da minha opinião, é de certa forma pessoal, mas acho que pode ajudar algumas pessoas a começarem a pensar sobre alguns assuntos que considero importantes.)

Para ilustrar, pensemos em uma situação: uma pessoa escolhendo sua profissão. No caso das pessoas que acreditam que após a morte não há qualquer tipo de continuação, elas certamente buscarão uma profissão que as sustentarão de forma a aproveitarem ao máximo o curto tempo de vida que lhes resta, como uma profissão intensa e bastante rentável. No caso de pessoas que acreditam em um juízo final (céu x inferno), haverá sempre um pé atrás na escolha, para que não seja algo que a comprometerá pelo resto da existência. No caso das pessoas que acreditam em reencarnação, essa escolha não pesa tanto quanto para as últimas, mas com certeza buscará algo que a ajude a sair do momento atual em que está presa. Podem existir outros casos de crença do que seja a resposta para essa pergunta, mas essas três citados resumem a grande maioria de nossa população.

Com esse exemplo podemos notar que os padrões de comportamento variam bastante, que cada crença traz vantagens e desvantagens para o que a vida no mundo físico pede de nós. O conjunto de crenças que grupos de pessoas acreditam que sejam as respostas para essas perguntas é chamado de Dogma do grupo; como não é tudo no Universo que podemos provar que existe ou que não existe, sempre haverá uma pilar de Dogma no pensamento das pessoas de qualquer grupo.

Bom, nesse momento o leitor pode estar fazendo a pergunta pertencente ao F.A.Q. espiritual: “Como escolher o sistema de Dogmas – o caminho – que é o melhor para eu seguir?”. E essa é de fato uma boa pergunta que só pode ser respondida através da crença. Aliás, note que sua primeira resposta que vem em mente é totalmente tendenciosa para o grupo que você mais acredita. Uns dirão que é o destino da pessoa, outros dirão que a pessoa precisa seguir seu coração, outros que o Dogma existente é apenas uma muleta para quem não tem força para caminhar com as próprias pernas, e por aí vão as possíveis respostas.

Com isso, começamos a perceber um dos maiores problemas em debater sobre fé: nossas respostas sempre serão tendenciosas em tentar convencer o outro de que nossa fé é o melhor caminho a ser seguido. Aliás, isso é uma tendência natural do Orgulho, se descobríssemos que nosso caminho não é o melhor, significaria que muito do que fizemos não era o que acreditávamos que fosse, e isso seria um tapa tão forte na cara do Ego (projeção de si mesmo) que ele jamais deixaria isso acontecer com facilidade, ou seja, sempre criará inúmeros conflitos para tentar provar o contrário da descoberta e se manter no atual estado, se conservar.

Conservar mudando ou mudar conservando? Essa é uma pergunta frequente de quem está disposto a enfrentar o Ego dentro de si para não deixar que o conflito se exteriorize e atinja outras pessoas. Em outras palavras, essa pergunta traduz um ato que é sempre lembrado na maioria dos sistemas de Dogmas, que é o da ‘evolução’. Evoluir é justamente mudar, e a mudança é um golpe duro para o ego.

Reza a lenda que existe um grupo de pessoas cuja Tradição é lutar para que a evolução continue acontecendo neste mundo, é a ideia do ‘conservar mudando’ há pouco citada. Eis a resposta para muitos que já me perguntaram sobre minha fé, eu acredito na luta pela evolução como uma boa possibilidade para o fim dos conflitos em nosso mundo e uma vida melhor para todos.

Apesar desse texto abordar questões de algumas áreas distintas, o objetivo máximo dele é justamente apontar algumas coisas que algumas pessoas dessa tradição acreditam e trazer uma lista que nos ajuda a perceber quando estamos perto de algumas pessoas que vão contra essa tradição; notem que não falo em nome da Tradição, esse texto é o meu ponto de vista em relação ao que aprendi sobre ela.

O Dogma máximo é que tudo o que podemos perceber (universo) foi criado por uma potência única, chamada de ‘Criador’. Por sua misericórdia, nosso universo foi criado respeitando certos padrões para que as criaturas possam, dentro de suas limitações, entender como o sistema funciona e, assim, poderem nele viver e a ele influenciar.

Como um sistema de defesa, o universo parece tentar conservar sua energia, para isso gera uma reação de igual intensidade, mas sentido oposto, para toda ação que acontece dentro dele. Mas, para continuar mudando, a reação não acontece instantaneamente após a ação, e é daí que surge um dos conceitos mais importantes da tradição, o ‘Karma’, que é o potencial de reação que está para acontecer, uma parte do sistema de ajuste do que acontece no universo.

Assim, o entendimento básico do universo é um processo interativo de ação e ajuste, ação e ajuste, ação e ajuste, ação e ajuste, que é comumente chamando de ‘Yang/Yin’. O ser humano, como uma parte integral do universo, contribui com suas ações e participa dos reajustes. Do processo interativo resulta as mudanças do homem tentando entrar em sintonia com o universo, o qual tenta chegar a um equilíbrio para uma finalidade que está muito longe de qualquer ser humano saber. De toda essa abstração, é válido apontar que em momento algum foi falado de bem e mal. Normalmente os Egos atribuem o nome ‘mal’ às forças de reajuste do universo, mas isso é assunto para outro texto. É importante entender que o ser humano, em sua busca pela posição perfeita no universo, acaba indo por caminhos errados, então, uma hora, os seres que regem esse equilíbrio do universo liberam o karma e a pessoa é reajustada. Criar karma nunca foi ou será o problema em si, na verdade o Karma é nosso grande professor. O problema é estagnar em nós kármicos (que seria ficar sofrendo sempre o mesmo reajuste por tentar entrar repetidamente em um caminho errado) e não conseguir evoluir. E o que seriam então pessoas boas e más? Na verdade não existem pessoas boas e más num sentido literal, o que existem são ações boas (que ajudam o equilíbrio do sistema em que vivem) e ações ruins (que atrapalham o equilíbrio do sistema em que vivem). A origem das ações ruins são o medo da mudança ou a ignorância (os ignorantes geralmente são usados pelas pessoas que têm medo da mudança como instrumentos), a origem das ações boas são a Vontade da mudança e o esclarecimento. Então, baseado em todos esses Dogmas, sigo minha vida tentando trazer coragem/fé para quem tem medo de mudar, esclarecimento para os ignorantes, apoio para quem tem Vontade de mudança e caridade para quem é esclarecido. Não faço mal julgamento de pessoas que ainda são ignorantes em relação ao equilíbrio do nosso universo, até porque todos passam por esse período. Porém, uma coisa que me deixa indignado e que combato ao máximo são os medrosos que usam os ignorantes como objeto. Dentro da minha experiência, fiz uma lista de ações que são comuns (não determinantes) nesse tipo de pessoas, vamos a ela para concluir esse texto: – Sua fala é impositiva, sempre falam de forma forte como se o que dissessem é uma verdade incontestável, e sempre fica a impressão de que se as outras pessoas não acreditam naquilo, são muito burras. – Não usam argumentos lógicos para fundamentar o que falam, suas falácias são baseadas no que uma “autoridade no assunto” ou uma “tradição” disse, se eles disseram é assim que tem que ser e ponto final. – Usam de “fontes científicas” que não existem, citam pessoas que não existem ou jamais passaram pelas universidades citadas. É necessário sempre olhar a fonte, pesquisar nos sites ou arquivos das universidades/revistas que foram citadas, ou perguntar para alguém que sabe do assunto se os argumentos utilizados são válidos. – Vendem alimentos, remédios, cds, máquinas, cursos, livros miraculosos que vão transformar a vida da pessoa sem qualquer tipo de esforço pessoal. – Usam argumentos válidos para ganhar a confiança da pessoa, e então começam a vender suas besteiras que não têm nada a ver com o argumento utilizado. – Falam que todas as defesas da pessoa não funcionam, que Exu não é guardião, que a vela para o Anjo da Guarda não funciona, que os assentamentos foram feitos da maneira errada, que os pontos riscados das entidades são sigilos de entidades malignas, que as orações que a pessoa utiliza não têm fundamentos, que o RMP ou outro banimento/invocação é um ritual fraco, para então ter as brechas necessárias para agir. – Acusam os outros professores de picaretas sem apresentar qualquer argumento, desmerecendo tudo que eles disseram e falando de maneira geral que é burrice quem acredita naquilo que tais professores disseram. – Abusam do orgulho e da vaidade das pessoas, elogiam elas o tempo todo e dizem que são especiais, que não são como os burros do grupo que elas pertencem. – Usam métodos que tornam as pessoas dependentes da técnica por ele passada, mas que ele não ensina ninguém a fazer, é preciso comprar dele para ter. – Basicamente, não ensinam as pessoas a buscarem, sempre desincentivam as pessoas a conhecerem novos grupos ou lerem livros do assunto, pois eles precisam de que a pessoa continue ignorante para continuar comprando tudo dele. Claro que existem muitos outros padrões, mas essa lista já ajudará bastantes pessoas a evitarem as pessoas de má fé que abusam da boa fé dos outros. Espero ter somado com alguma coisa para a vida de cada um que leu esse texto, apesar do texto ser uma exposição de um ponto de vista bem pessoal. Vai dar certo!

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