top of page

Básicos de Alquimia

Atualizado: 30 de abr. de 2022

Outra das artes herméticas é a Alquimia. Assim se chamava na Antigüidade a ciência das transmutações, minerais ou vegetais, da natureza. Estas operações têm uma réplica no homem, que pode se ver nelas como num espelho que refletisse seu próprio processo de desenvolvimento e simbolizam a possibilidade da regeneração. Ou seja, a de mudar de condição e de forma, a tal ponto que a substância com que se trabalha –neste caso a psique humana nos primeiros níveis– passe a ser uma coisa distinta da que conhecemos atualmente. Esta busca e achado do Ser é, em suma, a autêntica Liberdade, não empanada por nenhum preconceito, e pode ser equiparada a um novo nascimento. A Alquimia do medievo europeu, que trabalha com as transmutações dos metais (e minerais em geral), utiliza também a notação astrológica para designar as qualidades simbólicas que distinguem determinados metais.

Esta associação entre os astros (deidades e energias celestes) e os metais, não é de nenhum modo arbitrária, pois há uma correspondência constante entre o alto e o baixo, e são análogas às forças e energias dos céus (deidades urânicas) e as da terra (deidades ctônicas), ainda que seja imprescindível assinalar que se acham invertidas umas com relação às outras.

No entanto estas forças são complementares e não poderiam ser o Universo e o homem sem ambas, pois elas constituem a dinâmica rítmica, a dialética, em que se produzem todas as coisas. Por esse motivo, o trabalho alquímico, ou hermético, realiza-se com estas duas energias, harmonizando-as, sem excluir nenhuma delas. Pois como já veremos é o homem que as religa, o verdadeiro intermediário entre céu e terra. E é por essa mesma razão que nas tradições antigas, a Iniciação era e é tomada como uma visita do ser humano às entranhas da terra, ou uma viagem ao país dos defuntos, quando não um descenso aos infernos de nosso ignorante psiquismo, imprescindível para uma posterior e triunfal ascensão aos céus. Na continuidade, são apresentados os nomes dos três princípios alquímicos e os signos com que se os representa:

A interação destes princípios e sua constante conjugação produzem todas as coisas e, portanto, acham-se presentes nelas. O Enxofre é ativo (+), enquanto o Sal é passivo (-). O Mercúrio, terceiro princípio que liga os precedentes, pode-se qualificar de neutro (N). O Atanor é o forno, ou cozinha alquímica, onde se transformam estes princípios continuamente, bem como os elementos minerais que eles originam, que igualmente levam em si esta divisão tripartite. O que acontece no interior do Atanor do mesmo modo acontece no interior do ser humano, especialmente em sua psique, primeiro passo no trabalho hermético, onde estas energias se opõem, contradizem-se e se unem, provocando uma dialética permanente de equilíbrios e desequilíbrios que conformam a harmonia universal. Esta dinâmica é uma dialética na qual os opostos não se excluem, senão que constantemente confluem na união para poderem se separar.

– Introdução à ciência Sagrada.

18 visualizações0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo
bottom of page