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Artes Marciais

Atualizado: 21 de abr. de 2022


As bem chamadas "artes" marciais constituem a possibilidade da consecução permanente na conquista do equilíbrio através da ação-reação. Esta dança, reflexo da [dança] cósmica, permite a defesa e o ataque e o intercâmbio rítmico das energias amigo-inimigo, eu e o outro, no qual um deles deverá necessariamente impor-se para que possa se perpetuar a harmonia universal por meio da desarmonia do vencedor e do vencido.

As artes marciais tradicionais jamais consideraram o extermínio do adversário, senão que, pelo contrário, costumam utilizar a energia do inimigo para deixá-lo desarmado e, portanto, indefeso e rendido, mesmo tendo em conta o seu furor.

Alguns estrategistas afirmam que uma boa defesa consiste num bom ataque e alegam importantes razões a seu favor. Igualmente na guerra às vezes os vencedores costumam ser os vencidos. Não se pode entrar na batalha com a onipotência do que não respeita as leis da guerra, e muito menos se não se tem a convicção de vencer.

Há dois grandes princípios na estratégia que podem ser a causa da impecabilidade de um guerreiro: a) não subestimar o adversário; b) não mostrar as armas ao inimigo (Tao Te King). Ademais, deve saber o guerreiro de que suas emoções são secundárias sempre que sua causa seja justa. Na eleição dessa causa e no conhecimento que isso supõe está a chave do sucesso final. Caberia também enumerar uma terceira regra: deixa as pegadas necessárias para que tenham que se enfrentar contigo. O perseguidor está sendo perseguido. Conquanto isto não é o fim de nossos estudos –que aspiram à Metafísica- não deixam de ser úteis estas advertências em certas ocasiões.

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