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A manifestação do Tao

Atualizado: 16 de mai. de 2022

Retirado do Tao Te Ching (*)

Nós olhamos em sua direção, mas nada podemos ver; então o chamamos de A Raiz do Equilíbrio. Nós tentamos escutá-lo, mas nada podemos ouvir; então o chamamos de O Silêncio. Nós o percebemos a nossa volta, mas não podemos tocá-lo; então o chamamos de O Oculto. Essas três qualidades não podem ser descritas ou sondadas, mas ainda assim nós as misturamos e então obtemos O Uno.

Sua parte superior não brilha e sua parte inferior não obscurece. Sua ação é incessante, mas ainda assim não podemos dar-lhe um nome. Ele vai e volta, e novamente se torna coisa alguma.

Ele é A Forma Além da Forma, O Semblante do Invisível; Fugidio, Sem Limites e Indeterminado.

Indo ao seu encontro vemos sua face; mas, quando o seguimos, suas costas desaparecem.

Quando deixamos as rodas de nossa carruagem percorrerem os velhos sulcos do Caminho Antigo, podemos dirigir nosso momento atual. Conhecer a Antiguidade do Tao é ter o seu fio eterno seguro, bem seguro, em nossas mãos.

***

Todo mês traremos mais uma passagem do Tao Te Ching…


Tao Te Ching

(*) Nesta tradução exclusiva do Tao Te Ching a partir da tradução clássica de James Legge para o inglês, Rafael Arrais (autor do blog Textos para Reflexão) usa do auxílio precioso das interpretações do ocultista britânico Aleister Crowley e do filósofo brasileiro Murillo Nunes de Azevedo para compor uma visão moderna da antiga sabedoria de Lao Tse.

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